sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Marvão para Todos põe o “marvão político” a mexer...

por João Bugalhão


Não sei se terá a ver, nem tão pouco é alvo de qualquer reprovação, antes pelo contrário, ao menos que já tenhamos servido para alguma coisa! Mas que parece ser um facto, parece. Sem qualquer tipo de classificação ou valoração, vejamos:

Facto 1 – Em 31 de Outubro o Marvão para todos faz a sua apresentação




Facto 2 – Em 12 de Novembro o Partido Socialista afixou os seguintes cartazes no concelho:





Facto 3 – Em 18 de Novembro, o presidente da autarquia Vítor Frutuoso, dá entrevista ao Jornal Alto Alentejo reagindo à apresentação do "Marvão para Todos".





Facto 4 – Em 18 de Novembro, dois Membros da AM de Marvão do Partido Socialista, fazem comunicado no Jornal Alto Alentejo




Facto 5 – Talvez pela primeira vez na história de Marvão (?), que eu me lembre, o Partido Socialista vota contra o Orçamento 2016 e GOP 2016/2019, quer na Câmara quer na Assembleia Municipal. Veja-se aqui o comunicado do vereador Carlos Castelinho.


“Posição do Vereador do Partido Socialista, Carlos Castelinho, a propósito do Orçamento para 2016



A política não tem que significar sempre unanimismos e consensos, antes pelo contrário tem de respeitar as diversas opiniões e haver cedências pelo bem comum das populações.


Posto isto, o executivo liderado pelo PSD na Câmara Municipal de Marvão não soube fazer nenhuma cedência na execução das propostas do Partido Socialista apresentadas o ano passado para 2015. Acolheram e acomodaram essas Propostas no seu Orçamento e depois fizeram como quiseram, fizeram como sempre estão habituados a fazer.

O PS não deixará de dar o seu contributo ao Concelho de Marvão, antes pelo contrário vai reforçar a sua acção, aquilo que não vai ocorrer é mais nenhuma negociação de Orçamento com o PSD até final do Mandato. Os consensos quando não passam só do papel e da forma, levam a este tipo de consequências.

O ano passado chamamos aqui à atenção dos vereadores do PSD para a Almossassa, o Apoio ao Folclore e Música Popular, a Feira de Gastronomia, a Rota do Contrabando e o Orçamento Participativo. Ora, então pergunto, tiveram em linha de conta alguma das nossas sugestões?

O Bairro da Fronteira do Porto Roque continua sem tem uma única ideia, a política de Habitação está abandonada, não há uma única medida de saúde e inovação social e a política Cultural está estagnada.

Em suma, os Senhores do PSD estão há 10 em anos em Marvão. Este Orçamento é uma cópia dos 10 Orçamentos anteriores, o que não serve o futuro do Concelho de Marvão.”



Já começa a valer a pena... 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Feira “Terra a Terra” – Ou o faz lá tu para ver se sabes fazer...

por Nuno Pires


Um dos eventos propostos pelo Partido Socialista (PS) nas suas propostas eleitorais de 2013, era a criação de um grande evento anual, a Feira “Terra a Terra” em Santo António das Areias, com vista a contribuir para o desenvolvimento económico local, e em simultâneo, um piscar de olho ao turismo do concelho para promover os produtos locais e, ajudar assim, os nossos produtores na divulgação e comercialização dos mesmos.

No final de 2014, através de proposta do PS de Marvão, o Executivo da CM de Marvão incluiu esta Feira no Orçamento de 2015, e agendou a realização da dita Feira em Abril, por altura das Festas São Marcos, na povoação de SA das Areias. Esta atitude levou a que, o Vereador do PS na câmara municipal, saudasse a iniciativa, fazendo constar até na Declaração de Voto sobre o Orçamento 2015 a seguinte referência. “Saudamos a inclusão da nossa proposta para a realização da - Feira Terra a Terra, que pode ser mais um evento que permita aos produtores locais a divulgação e escoamento de algumas das suas produções. Este evento servirá para incentivar os produtores locais e contribuir assim para uma dinâmica mais agressiva no desenvolvimento (...) do mercado de Páscoa. Fazemos votos que a organização deste evento possa ser de forma ambiciosa, com um planeamento adequado e com objectivos bem definidos. Só assim conseguimos deslumbrar resultados positivos.”

Figura 1 - O sonho!


Estava claro que, uma iniciativa destas com os contornos supra citados, os dirigentes do PS estariam a pensar numa “iniciativa” que, no futuro, pudesse rivalizar até, quem sabe, com os outros grandes eventos do concelho, como são a Feira da Castanha ou a “al mossassa” (cada uma à sua maneira); e não num pequeno evento tipo “mercado local semanal dos sábados”, um pouco mais composto, que foi o que, na prática, acabou por suceder. E foi assim porque, à boa maneira deste executivo, não se programou a Feira, fez-se tarde e a más horas em cima do joelho, não se implicaram os interessados, não se pediu ajuda a quem sabe...; e o resultado, foi aquele que se viu. 

Figura 2 - O resultado em 2015


Agora temos aí agendado, nas actividades para 2016, a II edição da Feira “Terra a Terra”, possivelmente no mesmo mês (Abril) e no mesmo local (SA das Areias), mas que mais parece o vê lá se não me chateias que isto só está aqui para te fazer a vontadeou, se queres faz tu para eu ver se sabes fazer! Pelo menos a julgar pelo que se lê na Acta da Reunião de Câmara do último dia 2 de Novembro e que aqui transcrevo, sobre como o assunto foi tratado entre o Vereador Castelinho e o Presidente Vítor Frutuoso: 

E assim é tratado o desenvolvimento económico em Marvão. Não admira assim que, sejamos um dos concelhos com piores indicadores económicos a sul do Tejo, e de quase todo o país.

Em minha opinião, concordo com a última resposta dada pelo Vereador Carlos Castelinho, não compete ao PS, enquanto partido sem pelouros atribuídos, andar a desenvolver actividades que cabem ao executivo, por isso é que lhes pagamos, e não é pouco: 3 dirigentes (1 presidente e 2 Vereadores) e um assessor a tempo inteiro. Mas, por outro lado, seria de bom-tom para o Partido Socialista, pelo menos apresentar um Projecto prontinho a executar, que nem seria muito difícil; e pô-lo em cima da secretária do Presidente Vítor Frutuoso. Se o executassem todo o concelho beneficiaria, e ficaria um bom exemplo de prática política.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Coisas giras vistas por aí sobre Marvão e os marvanenses (1)

por João Bugalhão

Esta é uma rubrica que quero ir postando por aqui. Coisas que vamos encontrando sobre Marvão e os marvanenses. Sobretudo, coisas giras, como lhe chamo. 

Hoje a que se segue, que encontrei na página do faceboock do amigo Caldeira Martins, e que partilho com os amigos do Marvão para Todos. Parece que o assunto até vem mesmo a propósito do Post anterior da Teresa. Não mudaram muito as coisas desde então! Oxalá o Florival tenha mais sorte!

Então vamos lá ao primeiro, em homenagem aos marvanenses Altaneiro e Pedro Sobreiro, Caldeira Martins e, o Cabo Dias. Outros lhe seguirão:

“Ainda fresquinho da Escola de Jornalismo, o Pedro Sobreiro voltou para MARVÃO. Com as ilusões próprias da idade, logo se atreveu à publicação de um jornal. O Pedro não é um qualquer pé-de-microfone: é culto, possuidor de uma prosa espontânea, escorreita, desembaraçada. Mais facilmente morreria por não escrever, do que por não respirar. O que, neste país de enganos, o obrigou a ir ganhar o pão noutro labor.

Recupero aqui o texto com que ajudei à festa do aparecimento do número zero do " Altaneiro" em Dezembro de 1997.

OS VELHOS DA CÂMARA

Aqui há uns anos, poucos, passei pelo Museu de Marvão para consultar um velho opúsculo sobre os tempos áureos das Termas da Fadagosa. Deixei-me de tal forma embrenhar na leitura, que só dei pelo sujeito quando ele se dirigiu à funcionária. Era um homem de meia-idade, baixo, envergando uma farda da Guarda-Fiscal que, ao tempo, ensaiava já os seus últimos estertores.

Ora, como para mim, paisano impenitente, os museus não parece fazerem parte dos itinerários habituais das forças militarizadas, achei por bem, meter um intervalo no assunto das águas sulfurosas e prestar um pouco de atenção ao gendarme.
O homem, de boné na mão, quase como quem pede desculpa, disse:
- Olhe, eu vinha comprar o livro de "Os velhos".

Queria comprar o quê? Tal como eu, a senhora, não percebeu. Assim, de chofre, se o visitante pretendia um livro dos velhos se, um livro de " Os velhos". De qualquer maneira, mal encaminhado vinha. Ele à procura de livros aqui a esta casa: os poucos livros velhos que havia não estavam à venda, e exemplares de " Os velhos", nem sequer um para amostra. E onde é que posso arranjar um? Terminou o cidadão.
-Ah, isso não sei..., respondeu a funcionária.

A que propósito vem este episódio ou, dito de outra maneira, onde é que está a moral desta estória? Um pouco à semelhança do que dizia Jorge de Sena em relação a Portugal e a Camões " maldito país este em que Camões morreu de fome e toda a gente enche a barriga á custa de Camões".

Também o concelho de Marvão todo se ufana por ter D. João da Câmara, já não digo como um dos seus filhos, mas pelo menos como um familiar muito chegado. E até, com a falta de imaginação que faz lei neste país, escarrapachou-lhe a graça nas esquinas de, pelo menos, uma rua e um largo. No entanto, o essencial, a sua obra, a parte da sua obra que mais de perto nos toca, morre à míngua do nosso interesse, sem ninguém que a reanime e a dê a conhecer às gentes de agora.

Para além do seu valor literário,"Os velhos" é um documento delicioso sobre a linguagem, os usos, a maneira de pensar dos marvanejos de há cento e vinte anos. Por isso, e citando João Apolinário, o poeta que em Marvão quis ficar para sempre, " é preciso, imperioso e urgente" que as instituições concelhias para isso vocacionadas, facilitem o acesso da população, não só à peça teatral, como também a estudos que sobre ela se debrucem. Poderiam começar, para já, pelas reedições da obra e de um estudo sobre a sua génese, do professor Manuel Subtil, que em 1954, a Câmara de Marvão patrocinou. Depois, é ganhar embalagem e ir por aí fora.

Impressionado pela curiosidade intelectual demonstrada pelo guarda, um dia lá lhe mandei para o Posto da Beirã o meu, "Os velhos", numa edição de1909 que, por ameaçar desintegrar-se, eu conservo com especial carinho. Mesmo sabendo que quem empresta não melhora, arrisquei. E não me arrependi.

A minha vénia, Cabo Dias.”

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Romance histórico Marvão e Ammaia - o Paraíso Prometido

por Teresa Simão

No passado dia 28 de novembro de 2015, teve lugar, na Casa da Cultura de Marvão, o lançamento do romance Marvão e Ammaia – O Paraíso Prometido, da autoria de Florival Lança e editado pelas Edições Colibri.



O presidente da Câmara Municipal de Marvão abriu a sessão, seguiram-se algumas palavras de Fernando Mão de Ferro, o editor, cabendo a apresentação desta obra a Emília Mena, Diogo Júlio e Fernando Gomes. As palavras finais foram proferidas, como é da praxe, pelo autor. Florival Lança, atualmente a residir em Corroios, mas natural de uma pequena aldeia de Santiago do Cacém, confidenciou-nos que encontrou a inspiração para a construção deste romance um dia em que visitou Marvão na Al–Mossassa. Ao passear de noite pelas ruas do burgo, sentiu que “todo o festival era intrínseco” e imediatamente começou a imaginar como teriam sido as vivências noutros tempos.



Ainda que, na minha perspetiva de marvanense e leitora, o lançamento fizesse mais sentido no castelo de Marvão ou na Ammaia, já que são espaços muito citados na obra, a Casa da Cultura acolheu nessa tarde um momento importante para a projeção do município de Marvão e para a dinamização da ficção sobre um espaço que a todos encanta; tanto os naturais/residentes, como aqueles que o visitam. Esperemos, pois, que este romance funcione também como um incentivo para o surgimento de futuras obras literárias e/ou que tematizem o potencial da região e das suas gentes.

Síntese e comentário à obra:

 

Prefaciado pelo medievalista Bernardo de Vasconcelos e Sousa, estamos perante uma obra cuja ação se desenrola essencialmente no território que hoje corresponde ao concelho de Marvão, em pleno século XI, num tempo de múltiplos conflitos entre cristãos e muçulmanos, bem como no seio dos diversos grupos que os constituíam.

Desde o início até ao final, este romance histórico revela-se um verdadeiro hino ao concelho de Marvão, pois muitas são as descrições hiperbólicas do território marvanense, sobretudo na zona amuralhada, na Ammaia e na zona dos Vidais. Ainda que a trama seja repleta de combates, vinganças, traições; Marvão, e em especial o espaço intramuralhas, é sempre apresentado como um espaço idílico, que transmite tranquilidade à maioria das personagens, um local onde se tem acesso à tão almejada paz – “vos dou as boas-vindas ao paraíso na terra: Marvão!”/ “Paz era Marvão!”.

A este espaço chega a família de Ibn Abu Talid e Zayra. Se para os adultos Marvão representava um lugar de sossego relativamente a outros espaços mais movimentados de onde vinham fugidos, um local “onde a roda do tempo mais parecia que não rodava”; para os mais novos foi uma desilusão, pois ali nada acontecia.

Quando tudo decorria dentro da normalidade e a família já estava perfeitamente enquadrada na comunidade local, eis que Ibn Abu Talid foi assassinado, o que veio originar uma série de mudanças no seio da sua família, ao ponto de um escravo, Mohamede, passar a assumir grande protagonismo e obrigar a viver mal a família que sempre o acolheu.

Os anos passaram e Ahmed Mottalib, o filho do casal, expulsou Mohamede de Marvão, o que veio a gerar uma sede de vingança que motivará muitos dos confrontos/ tragédias que se viverão neste território ao longo da obra, sendo o mais dramático a decapitação da jovem Dyamylya Yassin.

Morta a sua amada e descobertos alguns crimes encomendados por sua mãe, Ahmet Mottalib tornou-se um valente e perspicaz guerreiro, movido pela vingança,  que somente em Marvão encontrava o reencontro e a reconciliação consigo próprio, pois, para si, “era doença e bálsamo, alegria e solidão, enfim…uma droga” da qual não se queria libertar. Quando Badajoz foi invadido e Ahmet foi ferido pelos cristãos, voltou a refugiar-se em Marvão e aí o amor despertou nele novamente, desta vez pela jovem Iiarin. Embora pertencentes a religiões diferentes, a força desse amor levou-a a converter-se à religião muçulmana e assim tudo acabou em harmonia.

No final, o autor desafia o leitor, convidando-o a visitar Marvão e assim poder atestar se a lenda que apresenta será ou não verdadeira.

Recorrendo a diversas descrições, algumas até um pouco excessivas, o narrador conduz o leitor ao século XI e fá-lo sentir mais um membro de toda aquela comunidade, deambulando pelos trilhos de Marvão e vivendo de acordo com os costumes árabes. Uma trama interessante, apimentada com alguns crimes e a vontade de compreender as suas motivações, bem como os seus mentores, prende ainda mais o leitor, tornando a leitura, para além de agradável, viciante.

Estamos, assim, perante uma obra que aconselho vivamente a ler, quer ao leitor comum, quer especialmente a quem conheça Marvão, aqui tão bem retratado.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Razões para fazer parte do Movimento Independente “Marvão para Todos”

por João Bugalhão


Desde sempre a política me fascinou. Quando tinha 10 anos de idade, ainda no tempo do anterior regime, quando dormia em casa de minha tia Júlia, que já me enfiava na cama com a cabeça bem tapada e, com o pequeno Hitachi que o primo Joaquim tinha trazido da longínqua Moçambique colado ao ouvido, não perdia as notícias em "onda curta" da rádio Argel, Moscovo ou BBC, para me informar do que se falava e dizia lá fora sobre política. Porque por cá, a dita, era para a união nacional e pouco mais, pois a censura e a polícia política tudo controlavam a bem da nação.

Quando cheguei aos 16 anos já andava metido em greves e tudo o que fosse contestações ao Estado Novo, nomeadamente, à aberração da guerra colonial. Nunca percebi porque não fui dentro, talvez me considerassem um bom rapaz, ou quem sabe, inofensivo! Mas se o 25 de Abril não se tivesse dado em 1974, quando eu acabava de fazer 17 anos, não tardaria a malhar com os costados em Caxias ou no Aljube, ou dito de outra maneira, seriam mas é eles a malhar-me os costados. Mas antes dos 20 anos de idade já a coisa política e as “politiquices” me tinham desiludido. Percebi que aquilo não era coisa para mim, e até à entrada do século XXI, apesar de a acompanhar, política activa nem pensar.

Por volta do ano 2000, já entrado na “ternura dos 40”, e pela paixão que o meu concelho me despertava lá voltei e, logo em 2001, haveria de ser eleito para a Assembleia Municipal de Marvão (AM), nas listas do PSD (porque era nesse partido que estavam as pessoas que trabalhavam na maioria das  associações, no trabalho voluntário), desenvolvendo ao longo desse mandato uma oposição feroz, mas frontal e construtiva, ao executivo PS de então liderado por Manuel Bugalho.

Foi assim que, por volta de 2004, após ter ajudado a fundar em Marvão a 1ª Secção Concelhia do PSD, onde fui eleito em 2 mandatos consecutivos vice-presidente, que começámos a trabalhar numa alternativa ao executivo PS. Fui assim, em 2005, um dos primeiros proponentes e apoiantes da candidatura de Vítor Frutuoso e mais um grupo de boas pessoas, alguns bastante jovens (outros nem tanto), que entraram na política por minha mão, nomeadamente, e que me lembre: Fernando Bonito, João Carlos Anselmo, José Manuel Baltazar, Cláudio Gordo, Rui Boto, Isabel Silva, etc. E só não estive na contratação de Pedro Sobreiro porque alguém se antecipou; e do Nuno Pires que, por essa altura, dizia que tinha mais que fazer do que se dedicar à política, mas tentei-o.

Por essa altura fui um dos mais ferrenhos defensores e lutadores pela candidatura de Vítor Frutuoso junto das instâncias distritais e nacionais que o não queriam (pois a preferência e escolha desses órgãos era outra: Joaquim Barbas), e sem qualquer modéstia e se um dia me quiserem fazer justiça, um dos obreiros (e não foram muitos) da vitória do projecto do PSD e de Vítor Frutuoso em Marvão. Pelo menos na génese, que é onde tudo começa! Ou seja, no abrir os alicerces que é sempre o mais difícil. Depois, fazer parede, qualquer servente a levanta.

Mas as coisas não me correram bem. Certamente não estarei isento de responsabilidades e erros (ai esta forma de ser...), e ainda antes da eleição, eu, que até era Director de Campanha e vice da tal Secção, de quem se dizia ser o “braço direito” de Frutuoso, já achei melhor arredar-me da contenda, e contentar-me com um simples lugar de membro da AM. Mas nunca desisti, durante 6 anos (até 2011) participei, propus, lutei, defendi, dei a cara pelo projecto até que pude.

Mas por essa altura as coisas já não eram a essência daquilo que eu ajudara a criar. Os projectos de equipa de 2004/2005, tinham dado lugar a um exercício de poder centrado no “chefe” e no favorecimento de clientelas de amigos e familiares. A Concelhia que eu idealizara, enquanto espaço de debate e aconselhamento ao executivo, foi assaltada pelos rapazes do presidente (boys, como são designados), e depois destruída em lume brando (há mais de 5 anos que não há uma reunião). Outros valores se começaram a levantar (uns têm os “jovens turcos”, outros os “moços das mijas”. E eu, para isso, não sirvo), e desisti. Não fui o primeiro, antes de mim já todos os nomes que em cima citei o tinham feito. E a juntar a esses, temos ainda de falar de nomes como Carlos Sequeira, Joaquim Simão, Mário Patrício, Manuel Martins, João Manuel Lança e muitos outros, que davam para fazer uma nova Lista.

Estou assim há 4 anos. Tenho a minha “tribuna retórica”, faço umas investigações documentais sobre Marvão e as suas gentes, observo e chateio os mandantes, mando umas “bocas” e, pouco mais. Mas a paixão pela minha terra, pelo meu concelho, mantém-se. Quem um dia nasceu naquelas encostas, bebeu daquelas fontes, viveu no seio daquelas gentes, ou respirou aquele ar frio, não a pode esquecer. E vê-la definhar, mesmo quando comparada com os seus vizinhos mais próximos: C. de Vide; Portalegre, Arronches ou mesmo Monforte; custa. 

Foi por isso, que quando constatei que, aqueles que comigo estiveram no projecto de 2005 e mais uns quantos, estavam prontos a voltar ao “sonho”, ao planeamento, aos projectos de equipa, a por a câmara ao serviço das pessoas e não as pessoa ao serviço da câmara, a arregaçar mangas, a enfrentar um poder instituído a cheirar a bafio (para não ser mais deselegante), com tiques de autoritarismo “caciqueiro”, ao serviço de clientelas duvidosas, que não ouve aqueles que se querem expressar livremente (por isso destruíram as estruturas que tanto trabalho deram a criar como foi o caso da Concelhia do PSD e que só serviu para a usarem de rampa de lançamento e controlo aos seus projectos pessoais), quando os “cromos” que se perfilam para substituir Frutuoso ainda são mais duvidosos que o “mestre”; que só podia dizer:

- Contem comigo. E aqui estou para ajudar a construir o tal Marvão para Todos!
  

domingo, 29 de novembro de 2015

Reflexão sobre a Feira da Castanha - Festa do Castanheiro

por Nuno Pires

Quinze dias após a sua realização, depois de analisar e amadurecer o que vi, venho aqui deixar a minha opinião sobre a mais emblemática das actividades culturais do concelho de Marvão: a Feira da Castanha – Festa do Castanheiro.

A 32ª edição teve este ano a prestimosa colaboração do São Pedro como há muito não se via, que se encarregou de iluminar a bela vila de Marvão com um sol quente e radiante, contribuindo assim, para a boa disposição que era notória em todos os visitantes e colaboradores. À semelhança de outros anos não existiram muitas diferenças na programação de um evento que necessita, com alguma urgência, de ideias novas e de um plano de mobilização geral de modo a cativar os que nos visitam, atrair novos, e, deixar satisfação nos que organizam.



A realçar nesta edição, a ideia inovadora por parte de funcionários do Município, da criação de um Centro Interpretativo da Castanha, instalado na Casa da Cultura. Foi um espaço bastante visitado, onde se podia encontrar quase tudo sobre castanha e os castanheiros: bordados antigos com casca de castanha (dignos de museu), escadas em castanho, cestaria em madeiro de castanheiro, ou mesmo a aplicação deste fruto e seus derivados na gastronomia, artesãos a trabalhar ao vivo de onde há a destacar os bonitos quadros em casca de castanha da autoria da artesã Adelaide Martins.

A animação da feira contou nesta edição com espectáculos muito bem seleccionados pelo gosto e experiência de Hernâni Sarnadas, onde se destacou a alegria e capacidade de improvisar de “Augusto Canário e seus amigos”. Ainda do ponto de vista da animação, de referir a habitual presença das referências culturais do concelho: o Rancho Folclórico da Casa do Povo de SA das Areias, o Cant' Areias, e ainda a participação do Grupo “Vozes da Aldeia” que, apesar de mais recente, marcou presença com grande dignidade. E, no fim, a animação de Baile com o Grupo “Os Bate no Fole”.

Outra surpresa agradável foi a presença do Grupo de Teatro do Convento de Portalegre, representando uma acção de rua: reprodução de num directo de um canal de televisão. Importa referir aqui, que este Grupo de Teatro conta com a participação de vários residentes do concelho de Marvão, que se deslocam semanalmente para os ensaios a Portalegre, uma vez que o município deixou de considerar importante esta actividade nas actividades que vinham sendo desenvolvidas pela ACASM, actualmente, dedicada a “outras estratégias” para as suas acções!


A sensação com que venho ficando, há uns anos a esta parte, é que este é um evento totalmente desenvolvido pelos funcionários do município, colabores da SC da Misericórdia e Voluntários dos Bombeiros de Marvão, desde o planeamento, à programação e execução. E este ano, ao participar numa das reuniões preparativas da Feira confirmei o que suspeitava. Na verdade não é só a execução que é mérito destes protagonistas, eles são também o cérebro da Feira (“o Software”, utilizando expressões de Jorge Jesus) já que a maioria das acções de planeamento e programação estão também a cargo de alguns dos funcionários do Município, nomeadamente:

• A selecção dos artistas;
• A mobilização dos artesãos;
• A criatividade e preocupação em inovar;
• A respectiva operacionalização do evento.

Tudo isto são actividades desenvolvidas pelos funcionários anónimos (nem sequer os dirigentes se vêem implicados) e que, independentemente dos poderes autárquicos que governam, de ano para ano, lá vão garantido a notoriedade da Feira.

Mais um exemplo de descoordenação: Esta edição contou com a visita simpática dos 2 Deputados eleitos pelo Distrito de Portalegre: Dr. Cristóvão Crespo (PSD) e Dr. Luís Testa (PS). Não se compreende como é que os responsáveis políticos locais, nem tão pouco acompanharam os Deputados na visita à Feira, principalmente, no contacto com os nossos produtores, para se inteirarem das suas principais dificuldades. Isto para além de não cumprirem o seu dever de bons anfitriões. Esta era uma acção importantíssima desenvolvida antigamente pelos autarcas que tiveram a visão de criar este evento, que aproveitavam para tentar fazer chegar ao poder central algumas das dificuldades vividas no concelho, sobretudo no consulado do Presidente António Moura Andrade - um Presidente, de facto, para todos os marvanenses.


Este ano ainda não foram revelados as estatísticas de visitantes da Feira. Contudo, se em anos anteriores, as más condições climatéricas, têm sido a razão invocada para justificar a diminuição constante do número de visitantes que se tem vindo a verificar, este ano, o “nº 15.000 visitantes” lançado pelo Presidente do Município Vítor Frutuoso, só terá sido alcançado, graças à grande colaboração do São Pedro.

Em meu nome pessoal, enquanto marvanense e apaixonado por este evento, deixo um agradecimento aos funcionários do município envolvidos, aos produtores e artesãos que dão cor à feira e aos grupos de animação que deram a alegria necessária, para um fim-de-semana agradável em Marvão e, mais uma vez, contribuíram para o êxito desta Organização e do nome de Marvão. Mas, simultaneamente um reparo de censura para a pouca implicação dos nossos dirigentes autárquicos, que deveriam dar o exemplo de presença constante e de liderança do evento que é a rainha do concelho: A feira da Castanha/ Festa do Castanheiro.

Veremos na 33ª edição, quando já cheirar a eleições! Entretanto deliciem-se com algumas imagens da edição 2015.



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A política, a nossa terra e o “Marvão para Todos”.

por Fernando Bonito Dias


"O que se pretende construir através do movimento independente “Marvão para Todos” é, portanto, diferente. Pretende-se, com tempo, vincular pessoas a ideais, valores e estratégias, que tenham como ponto de partida as competências e de chegada a defesa do bem comum e o desenvolvimento do concelho. Quisemos, assim, começar pelos alicerces. Queremos construir compromissos fortes que não se desmoronem no dia seguinte às eleições. Queremos construir a tal equipa coesa e competente (alternativa à forma de fazer política atual) em conjunto com todos aqueles que se revejam nestes ideais, sejam eles indivíduos ou outras forças políticas."


A palavra “Política” afasta. Quase que assusta!

A maioria diz nada ter a ver com ela. Acham que a sua vida nada tem a ver com ela. Enganam-se! Esta atitude não é alheia ao comportamento de muitos dos políticos, que estão para se servir, em vez de servir. E decidem, com demasiada frequência, no sentido de beneficiar clientelismos. Transmitem, assim, a ideia que a sua atividade é indigna.
 
Mas não é. Ou não devia ser!
A ação política trata de escolhas; de decisões; da gestão dos variados fatores da vida em sociedade que a todos condicionam. A principal compensação para alguém que é escolhido pelos seus congéneres para os representar devia ser o orgulho de ser escolhido. E o seu principal compromisso devia ser servir! Por outro lado, o ideal seria que a decisão na hora do voto se baseasse no carácter e nas competências comprovadas dos candidatos. E as funções públicas dos eleitos fossem exercidas de forma transitória.
O problema é quando as pessoas vivem da política ou sobem substancialmente o seu nível de vida através dela!
Julgo que ao nível local o interesse pela “política” intensifica-se. Ou devia intensificar-se. Pois trata-se de escolhas, de decisões e da gestão dos variados fatores relativos à vida das gentes da nossa terra e ao futuro desta.
No momento da escolha, nas autárquicas, muitos pensam em pequenos benefícios próprios. Contudo, o mais importante para a generalidade dos munícipes seria colocar a gerir o concelho uma equipa dedicada, coesa, competente e com sentido de justiça, isto é, uma equipa capaz que colocasse o interesse geral à frente de interesses particulares.
Assim, todos ficariam a ganhar!
Construir uma equipa dedicada, coesa, competente e justa para gerir o concelho necessita de tempo. Pensar que isso se faz em cima das eleições e em torno de um candidato antecipadamente escolhido já se revelou, várias vezes, precipitado. Nessa altura, são os cargos para cada um e as promessas de favorecimentos para familiares e amigos que vinculam.
Após a apresentação do “Marvão para Todos”, muitos estranharam não apresentarmos já a equipa candidata. Não a apresentámos porque simplesmente ainda não existe e, sobretudo, por considerarmos que, para não acontecer o mesmo do passado, ela deverá ser construída!
O que se pretende construir através do movimento independente “Marvão para Todos” é, portanto, diferente. Pretende-se, com tempo, vincular pessoas a ideais, valores e estratégias, que tenham como ponto de partida as competências e de chegada a defesa do bem comum e o desenvolvimento do concelho. Quisemos, assim, começar pelos alicerces. Queremos construir compromissos fortes que não se desmoronem no dia seguinte às eleições. Queremos construir a tal equipa coesa e competente (alternativa à forma de fazer política atual) em conjunto com todos aqueles que se revejam nestes ideais, sejam eles indivíduos ou outras forças políticas.
O cerne da questão é encontrar as pessoas certas, que trabalhem em equipa, remando todos para o mesmo lado. E que trabalhem arduamente! Que tenham competências para desenvolver as várias áreas e que se dediquem a 100% à gestão do município.
Pretende-se, assim, unir. Aglomerar. Em torno deste grande objetivo.
Isto só seria possível através de um movimento independente, onde cabem todos os que comunguem destes ideais e aspirem construir a tal equipa, com aquelas características, independentemente das tendências ideológicas de cada um. Não quer isto dizer que sejamos contra os partidos. Eles desempenham um papel fulcral no nosso sistema democrático mas a política não se esgota neles. Os partidos, normalmente, promovem clivagens e têm características organizativas, como seja por exemplo a militância, em que muitos não se revêem.
Pensando no início deste texto e na ideia generalizada sobre a tal palavra, “política”, muitos estarão agora a questionar-se: mas haverá gente interessada na política marvanense que não seja para se beneficiar a si próprio ou à sua filha, irmã, cunhada, etc?
Há. Há, porque é urgente fazer diferente. Há, porque vale a pena lutar pela justiça na nossa terra e contribuir para colocar o concelho de Marvão no lugar a que deve aspirar. No mínimo, em lugar equivalente aos seus pares!
Com o tempo, muitos outros indicadores serão aqui dissecados… hoje, para análise e como exemplo, destaco (através de uma artigo do jornal “Linhas de Elvas”) aquele que me parece ser um dos mais importantes: o poder de compra”. Podemos verificar que, com apenas 67% da média nacional, o concelho de Marvão encontra-se destacado na cauda do distrito. Comparar mal com Portalegre, Elvas, Ponte de Sôr ou Campo Maior é normal. Mas estar substancialmente atrás de Monforte, Fronteira, Gavião, Castelo de Vide e… todos os outros…
É, digamos, sintomático!



GOP 2016/2019 e Orçamento para 2016 do Município de Marvão


Vai hoje à Assembleia Municipal, pelas 18 horas, para apreciação e votação os documentos mais importantes de planeamento e estratégia do Município de Marvão, e consequentemente para o concelho.

No que toca ao Orçamento para 2016, o executivo prevê uma verba de receita a rondar os 5 milhões de euros e uma despesa sensivelmente do mesmo valor.

Os membros do Movimento Independente - Marvão para Todos, irão estar presentes na AM, e estarão muito atentos, ao longo de todo ano, ao desenvolvimento e execução destes documentos previsionais.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

2ª Eliminatória da Taça de Portugal de Futsal - Pavilhão de SA das Areias

por Nuno Pires

O dia 21 de Novembro de 2015 ficará na história desportiva do concelho de Marvão, já que, pela primeira vez, recebeu um jogo da Taça de Portugal de Futsal. Foi também a 2ª vez que o Distrito de Portalegre contou com 2 Equipas participantes na 2ª Eliminatória desta competição.

Para mim, no lado positivo desse dia ficam, sobretudo, as memórias do bom jogo e da Festa da Taça no Pavilhão Multiusos de Santo António das Areias. Foi o alcançar de um sonho: Trazer um jogo desta importância para Marvão e para Santo António das Areias.



O Arenense foi eliminado mas saiu de cabeça erguida, pois defrontou uma equipa de um escalão superior (2ª divisão nacional), numa tarde em que todos os jogadores foram buscar forças e qualidade, fruto de uma motivação que naturalmente surge neste tipo de jogos. Foi um dia inesquecível pela forma exemplar como decorreu a organização do jogo e, a merecida recompensa pelas longas semanas de preparação para que tudo pudesse correr da melhor forma.



ESTOU POIS MUITO ORGULHOSO POR TUDO, E GRATO A TODAS AS PESSOAS QUE AJUDARAM NA COLABORAÇÃO DESTA ORGANIZAÇÃO, TORNANDO ASSIM POSSÍVEL EXECUTAR O QUE ESTAVA PROGRAMADO.

No entanto, nem tudo foi positivo neste dia. Pois uma organização deste nível veio mostrar à evidência as deficiências da infra-estrutura do jogo – O Pavilhão Multiusos, que envergonha qualquer marvanense que sinta orgulho na sua terra.

Imaginem vocês, o que é convidar amigos para irem a nossa casa e, depois, não termos, ao menos, cadeiras para eles se sentarem e poderem estar minimamente confortáveis...

É isto que se passa no Pavilhão Multiusos de Santo António das Areias, um projeto deficiente que nasceu torto, e que resulta, sobretudo, de falta de sensibilidade desportiva do actual executivo marvanense. 

No passado sábado, enquanto anfitrião que recebe amigos, senti-me envergonhado ao acompanhar o presidente do ADR Tires Futsal para a bancada. Tínhamos reservado uma zona para 30 adeptos adversários (que foi o que nos pediram), mas desde logo os avisei que não tínhamos condições de visibilidade sentados. Mostrou-se compreensivo, mas disse: “só tenho pena é do meu pai que não consegue estar de pé, e o que ele adora ver o neto a jogar”!

Estavam aproximadamente 150 pessoas no Pavilhão Multiusos, uns de pé em cima de mesas e tabelas de basquete, outros dependurados da estrutura na última fila da bancada para verem apenas 80% do recinto de jogo. É o desenrascanço à portuguesa! 



Na 1ª parte acompanhei o presidente da Associação de Futebol de Portalegre (AFP), que nos deu a honra de nos visitar, ficámos em pé, encostados à parede do espaço de arrumos existente, pois não existem condições para podermos receber de outra forma.

Na 2ª parte fui para junto dos adeptos do Tires, para perceber se tudo estava a correr bem e, logo verifiquei, que o tal senhor (o pai do presidente do Tires) ficou a maior parte do tempo sem ver o jogo porque, ou estava sentado e não via, ou estava de pé e não aguentava. Isto apesar de existir espaço para se poderem sentar talvez cerca de 50 pessoas, como se pode ver na foto em baixo! 



Lembro que este Pavilhão foi alvo de obras de requalificação recentes em 2012, pelo que, estes erros resultam somente da falta de visão, planeamento e capacidade de ouvir do actual executivo camarário. Deveriam observar e perceber como, com trabalho associativo voluntário, é possível desenvolver modalidades desportivas de forma quase profissional, o que deixa ainda mais evidente erros de projetos como este, e dos responsáveis que não acreditam na capacidade das suas gentes.

Às vezes interrogo-me, qual teria sido o pensamento dos nossos responsáveis autárquicos quando planearam este projeto, senão vejamos:

1.     Comprou-se um piso dos melhores a nível distrital para a prática desportiva! O que desde logo indiciava que, perante um investimento destes, estariam a reunir condições para o desenvolvimento e prática da modalidade;

2.   Destruíram a bancada para mais de 200 pessoas que existia, para construírem uma “cozinha” que se utiliza uma única vez por ano! Mas agora adquiriram um terreno na Portagem, onde se diz que pensam fazer infra-estruturas idênticas e para o mesmo fim (festa do idoso e afins); a julgar pelas conversas do presidente em reuniões de câmara. Interrogo-me se, no futuro, se irá continuar a utilizar a infra-estrutura de SA Areias para essas actividades “festivas”!

3.     Entretanto gastaram-se 45.000,00€ na bancada que ninguém utiliza por falta de visibilidade! Como é possível construir uma estrutura destas, deitando fora tão avultadas verbas, sem que antes se certificarem se teriam condições de funcionalidade;

4.    Efetuaram-se marcações do recinto de jogo, sem envolverem a AFP, fazendo-o de forma errada! O que originou um (re) investimento, segundo informações do presidente, a rondar os 5.000,00€ para que este jogo pudesse ser realizado em SA Areias.

5.    Construíram-se balneários para os árbitros sem acesso direto ao recinto desportivo! Que faz com que, os mesmos, tenham que ir pela rua, passarem pelo meio do público, para terem acesso à sua cabine.

6.   Etc., etc.

Na última vez que discuti este assunto com o presidente da autarquia, fiquei surpreendido com a sua desculpabilização destes erros, afirmando que a obra tinha sido financiada a 80%! Como se, pelo facto de se ter financiamento exterior, se possam desculpar tantos erros crassos, que poderiam ser evitados se se ouvissem as pessoas que sabem da área desportiva. Enfim, nunca vi um Pavilhão com tanto erro de projeto e com uma utilização que justifique estas opções.

Neste dia, exceptuando o vereador do desporto José Manuel Pires (que honra lhe seja feita, tem sido uma presença habitual e uma voz de apoio ao Futsal do GDA), não vi o Sr. Presidente do Município de Marvão, nem tão pouco o Sr. Vice-presidente por lá! Espero que não voltem a dizer que não estiveram porque não foram convidados, porque isso não corresponde à verdade.

Possivelmente não estiveram, porque sabiam que não havia lugares sentados!...



5ª Assembleia Municipal Ordinária - 27 de Novembro de 2015





Parabéns Luís Barradas...


Companheiro de jornada isto é apenas um "miminho" do Marvão para Todos!





Nota: Isto irá repetir-se com outros, mas tu foste o primeiro...


Nós por cá...


O Blogue “Marvão para Todos” está a dar os primeiros passos. Há apenas 72 horas que viu a luz do público (17 Horas do dia 20/11), até aí tinha estado alguns dias em incubadora. Nestes 3 dias foram cerca de 400 as visitas, numa média de cerca de 130 visitas/dia, como se pode ver no Gráfico 1. Para começar, digamos, que até não está mal!


Gráfico 1 - Visitas nos primeiros 3 dias de vida ao Blogue "Marvão para Todos"



Nós por cá, aqui iremos dando notícias. Depois de termos definido a primeira semana para abrirmos as portas e nos darmos a conhecer aos marvanenses, a partir de amanhã iremos arrancar em força e queremos ter-vos por visitantes. Fica também a promessa de brevemente estarmos no Facebook.

Entretanto fica o nosso agradecimento público a todos os que já nos visitaram, e digam alguma coisa, serão bem recebidos.

sábado, 21 de novembro de 2015

Apresentação do Movimento "Marvão para Todos" em imagens


Para memória futura do Movimento Independente "Marvão para Todos". Se uma imagem vale mais que mil palavras, então aqui fica mais um testemunho da nossa apresentação no dia 31 de Outubro.

Um agradecimento muito especial ao Realizador destas imagens. 


 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Apresentação do "Marvão para Todos" na imprensa regional


Após a apresentação do Movimento Independente Marvão para Todos, no passado dia 31 de Outubro de 2015, deixamos aqui os ecos dessa lufada de ar fresco no concelho de Marvão, que nos chegam através da Comunicação Social presente na Sessão. Assim, para memória futura, podemos ver e ler as peças dos Jornais Alto Alentejo e Fonte Nova, e da Rádio Portalegre on line.

Em nome do Movimento Independente "Marvão para Todos, deixamos o agradecimento pelo excelente trabalho que todos realizaram. Oxalá nós possamos estar, no futuro, à altura deste dia, pois o trabalho e os objectivos a que nos propomos é árduo e só agora começa.

Jornal Alto Alentejo - Edição 4/11



 - Jornal Fonte Nova - Edição de 3/11


- Rádio Portalegre - Notícias do dia 1/11


“Nada contra ninguém, tudo pelo concelho de Marvão”, é o lema do Movimento Independente Marvão para Todos que foi apresentado à população durante a tarde deste sábado.




 O projeto, composto por dez pessoas do concelho, tem por objetivo “ser uma alternativa à atual gestão”, e apresentar um candidato às autárquicas de 2017.
Segundo a carta de princípios do Movimento, o “Marvão para todos” assume-se como um grupo de intervenção cívica de pessoas do concelho, que pugnam pela independência, transparência e rigor e que defende uma relação transparente entre a Câmara e os munícipes”.

Em declarações à Rádio Portalegre, Fernando Bonito, do Movimento independente, “Marvão tem a partir de hoje uma oposição atenta aos abusos de poder que possam existir”. Fernando Bonito adiantou ainda que é intenção do seu Movimento trabalhar em prol do concelho, “com gestão e não a fazer política em cima do joelho“.

O projeto independente nasceu há mais de um ano, e segundo Teresa Simão, o surgimento deve-se ao facto de “todos os que fazem parte do “Marvão para Todos” sentirem desconforto em relação à atual governação que tem estado presente em Marvão”.

Sobre o futuro de Marvão, é intenção do Movimento “desenvolver uma nova forma de fazer politica, que seja abrangente, coesa e com sentido de servir”.

Segundo Nuno Pires, também porta-voz do Movimento Independente, outro dos desígnios do grupo é delinear uma estratégia que aproveite o “enorme potencial que Marvão tem”.

O “Marvão para todos” integra os nomes de Adelaide Martins, João Bugalhão, Jorge Rosado, José Manuel Baltazar, Luís Barradas, Nuno Pires, Pedro Sobreiro, Susana Teixeira, Teresa Simão e Fernando Bonito.